Foto: DiogoVaz
“Ações políticas e poéticas contemporâneas de dança” ocorre nos dias 2 e 3 de outubro na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre
A Cinemateca Capitólio recebe, nos dias 02 e 03 de outubro, em Porto Alegre, o evento Ações Políticas e Poéticas Contemporâneas de Dança realizado do Coletivo Habeas Corpora, com co-realização Centro Municipal de Dança e da Secretaria de Cultura de Porto Alegre e apoio da Cinemateca Capitólio. O Coletivo foi criado pelas artistas e pesquisadoras Alyne Rehm, Juliana Vicari, Priscila Pasko e Rebeca Lima com o objetivo de pesquisar a dança fora de espaços acadêmicos e formais.O evento tem a proposta de pensar a dança na contemporaneidade para além de práticas corporais expostas em cena, a iniciativa propõe discutir diferentes saberes, problematizando questões como políticas da dança, produção crítica de dança e os 20 anos do Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre. Estes temas serão debatidos no dia 02 de outubro, a partir das 14h, em três seminários, com a participação de convidados e convidadas.
No dia 03 de outubro, nos turnos da manhã e da tarde, o público poderá conferir a mostra de videodança, que exibirá uma seleção de produções gaúchas com diferentes recortes temporais, temáticos e regionais, seguido de debate com convidada. A mostra parte do interesse em compreender qual é o lugar que esta linguagem ocupa e qual é a sua relevância no campo das artes do Rio Grande do Sul.
SERVIÇO
Ações Políticas e Poéticas Contemporâneas de DançaOnde: Cinemateca Capitólio (Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico Porto Alegre).
Quando: 02 (sexta-feira), a partir das 14h, e 03 de outubro (sábado), a partir das 9h30.
Entrada gratuita para todas as atividades sem a necessidade de inscrição
Mais informações:
e-mail: habeascorpora@gmail.com Instagram: @habeascorpora
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
Dia 02 (sexta-feira)
Sala multimidia - Cinemateca Capitólio
14h - “Políticas na dança: gestão, fomento e participação”
Se, por um lado, acompanhamos a conquista da regulamentação da profissão de dança no Brasil, por outro, presenciamos a extinção da Cia de Dança de Caxias do Sul pela prefeitura da cidade. O cenário atual nos convoca a pensar para além da sobrevivência diária de artistas e companhias de dança, muitas vezes dependentes de editais. A partir destas questões, a mesa propõe conversas sobre caminhos que fomentem a produção de dança e seus aspectos formativos, éticos, estéticos e profissionais.
Convidados: Carini Pereira (artista das artes da cena, professora e gestora) e Clovis Rocha (artista, diretor, coreógrafo e produtor cultural).
Mediadora: Rebeca Lima
15h30 – Intervalo + intervenção artística GED
16h - “Crítica expandida de dança: fazer[se] crítica/o no entre”
A ideia desta mesa é conversar sobre a produção crítica de dança a partir de uma perspectiva que expande o fazer[se] crítica/o, movimentando teorias, pensamentos, corpos. Expansão que pode se dar tanto pelos modos de fazer crítica, não apenas de forma escrita, quanto pelos entre-saberes através dos quais aquele que faz transita. A crítica se expande a partir do momento em que quem a faz observa como a obra funciona: ela desestrutura e reestrutura as redes de memória da dança, atualizando-as, as colocando em relação direta com a atualidade de uma conjuntura política e social.
Convidadas: Clarissa Ferreira (violinista, compositora e etnomusicóloga), Diego Ferreira (Crítico e professor de teatro) e Henrique Rochelle (Crítico de dança, professor na USP e membro da APCA)
Mediadora: Alyne Rehm
17h30 – Intervalo + intervenção artística GED
Sala multimidia - Cinemateca Capitólio
18h - “GED 20 anos - Experimentações, processos e coletividades na dança em Porto Alegre”
Em 2026, o Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre (GED) completa 20 anos de existência, oferecendo gratuitamente uma formação em dança para pessoas com ou sem experiência na área. Ao longo dessas duas décadas, centenas de artistas passaram a compor a cena local, e muitos deles firmaram suas carreiras em outras cidades, em outros estados, em outros países. Essa mesa propõe uma conversa sobre a importância desse tipo de ação continuada num contexto político e poético cada vez mais achatado e empobrecido, onde as diferenças são vistas como ameaças e não potencialidades de criação.
Convidados:
- Syl Rodrigues (bailarina, pesquisadora das Danças Afrodiaspóricas e graduanda em Dança pela UERGS e integrou o GED em 2015).
- Marcio Canabarro [participação online] (dançarino e coreógrafo, residente na Alemanha. Fez parte da primeira turma do GED em 2007),
- Luíza Fischer (bailarina e professora de movimento. Integrou o GED entre 2011 e 2013).
- Guadalupe Rausch (artista e pesquisadora nas áreas de artes visuais e dança, idealizadora do Projeto Desenhança. Fez parte da décima primeira turma do GED, em 2017).
- Douglas Jung (bailarino e coreógrafo, um dos fundadores do Estúdio Amplo. Fez parte da primeira turma do GED em 2007)
Dia 03 (sábado)
Toda dança é uma conversa, consigo mesmo ou com o outro. E é justamente isso que pode ser reconhecido nas videodanças exibidas na Mostra de videodança Habeas Corpora. Qualificando as produções entre monólogo (manifestações individuais) e diálogo (manifestações coletivas), a curadoria indaga o caráter das videodanças produzidas no Rio Grande do Sul. Quem produz este tipo de trabalho? Para qual público? Quais são os meios de acesso? Quais diálogos possíveis podem ser mantidos dentro e fora do Estado?
1ª sessão: Sala de cinema - Cinemateca Capitólio
10h - Conversa sobre as produções
Mediadoras: Priscila Pasko e Rebeca Lima 11h30 - Intervalo para almoço
2ª sessão: Sala multimídia - Cinemateca Capitólio
15h30 - Conversa sobre as produções exibidas
Convidada: Sarah Ferreira (performer, educadora e artista multimídia. Diretora da plataforma Videodança+)
Mediadoras: Priscila Pasko e Rebeca Lima







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