Centro Municipal de Dança


Centro Municipal de Dança é um órgão da Secretaria Municipal da Cultura e Economia Criativa (SMCEC) da Prefeitura de Porto Alegre que articula as políticas públicas de dança na capital gaúcha. Atua na preservação da memória, no fomento à produção, na formação de público, difusão e acesso às informações da dança. Desenvolve atividades artístico-pedagógicas e promove relações com a produção em dança estadual, nacional, e internacional. O objetivo é valorizar os profissionais, promover a produção e o desenvolvimento da arte da dança, tornando-se um espaço de referência para a área na cidade de Porto Alegre.

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PUBLICAÇÕES DO CENTRO DE DANÇA

21 de setembro de 2020

Destaque em Danças Urbanas - Açorianos 2019

Neste domingo, 27 de setembro, às 19h estaremos transmitindo pelo facebook a Cerimônia Virtual de Premiação do Prêmio Açorianos de Dança 2019.

Enquanto o dia não chega, continuamos postando as trajetórias das indicadas e indicados e hoje saberemos um pouco mais sobre as indicações a Destaque em Danças Urbanas. 

Como sempre, começamos com as considerações feitas pelos jurados Marco Chagas e Wellington Borges:

Destaque em Danças Urbanas:
  • Leleo (Leonardo Meirelles) – Pelo trabalho artístico desenvolvido nas Danças Urbanas e pelo destaque em batalhas de Hip Hop freestyle mesclando as Danças Urbanas e as danças de matriz africana.
  • Syl Rodrigues – Pela excelência na direção artística da Flashblack Cia de Dança criada em 2019 com jovens negros da periferia e pela pesquisa que desenvolve tanto nas Danças Urbanas quanto na práxis do Jazz Funk.
  • Underground Queen – Pela pesquisa em Danças Urbanas que intercruza as danças de matriz africana, pela promoção de eventos gratuitos fomentando as Danças Urbanas ao ar livre em Porto Alegre e pela representação artística da cidade em eventos que fomentam a cultura Hip Hop.

Veja mais aqui embaixo:

foto Nathália Lazzarin

Leleo (Leonardo Meirelles)

Em 2010, Leonardo Meirelles iniciou suas práticas em aulas regulares de dança (Street Dance e Jazz) na ONG Núcleo Comunitário e Cultura Belém. Continuou os estudos com o Breaking no Grupo Restinga Crew, onde vivenciou as batalhas de HipHop Dance. Já em 2013, ingressou como bailarino no Grupo New School Dreams, se aprimorando nas técnicas de Dança Contemporânea, Sapateado, Locking, Popping, House Dance e Danças Folclóricas Africanas.
No fim de 2014, teve o primeiro contato com o Afrohouse Moderno, fora do grupo, que hoje compõe grande parte da sua formação artística e que, também, foi importante para desenvolver o Coletivo Underground Queen (2017). Recentemente, começou a integrar o grupo OAK Legacy, que tem propósito de levar a cultura Kuduro/Afrohouse para o mundo, conduzindo por Konsept. Em paralelo, Leonardo ministra aulas regulares, assim como workshops e trabalhos coreográficos.


foto Michelle Riella


Syl Rodrigues

Graduanda do curso de Licenciatura em Dança na UERGS, Diretora Artística da Cia Flash Black e Professora e Educadora Social na Fundação de Educação e Cultura do Sport Clube Internacional. Sua formação em dança integra aulas no Grupo experimental de Dança de Porto Alegre, no Estúdio de Dança Carol Dalmolin e na New school Dreams, além de oficinas e workshops de Jazz Funk, Stiletto,Waacking, Vogue, dança Afro, Afro House, Funk,Zouk, Hip Hop Dance e Bachata.

Atualmente ministra aulas online de Jazz Funk(Um corpo performático e pulsante , que através do movimento inspira, alegra e contagia. Sua influência para criação e processo coreográfico parte das danças AFRO-DIASPÓRICAS, utilizando passos de Hip Hop Dance e Jazz Dance potencializando a AUTENTICIDADE dos bailarines. Uma dança Includente e sem nenhum recorte de gênero, por Syl Rodrigues).


Underground Queen

Em 2016, Leonardo Meirelles criou uma coreografia com o intuito de valorizar o papel da mulher negra na cultura Hip Hop, com seis bailarinas. Surgiu dali a necessidade de continuar com o trabalho de forma mais aprofundada com elenco 100% negro, contemplando a individualidade de cada bailarina enquanto pessoas negras com histórias diversas, tornando-se um coletivo. Os trabalhos desenvolvidos chamaram a atenção de festas com um público majoritariamente universitário, com públicos jovens e negros, e manifestações culturais da região de Porto Alegre, como O Bronx e Manifesto Rafael Braga. 

O grupo começou a desenvolver seus próprios eventos, como o Projeto Queens, ao som de Afro Rep de Ricon Sapiência. O vídeo mostra diversas bailarinas negras do Rio Grande do Sul. No mês da consciência negra, o grupo foi convidado para dar aula, falar um pouco mais sobre estudos de negritude e danças em eventos, escolas e espaço os artísticos. 

No ano de 2019, o coletivo colocou o seu primeiro trabalho independente em uma competição de dança, levando o terceiro lugar como melhor grupo da América Latina no MDA Summer Class. Deixaram de ensaiar nas ruas e conquistaram espaço na Casa de Cultura Mário Quintana colocando seus estudos em prática, compartilhando seus conhecimentos através das aulas de Hip Hop. No Festival de Talentos, promovido pelo coletivo O Bronx, conquistaram o primeiro lugar da competição entre slammers, bailarinos e cantores.

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