Centro Municipal de Dança


Centro Municipal de Dança é um órgão da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) da Prefeitura de Porto Alegre que articula as políticas públicas de dança na capital gaúcha. Atua na preservação da memória, no fomento à produção, na formação de público, difusão e acesso às informações da dança. Desenvolve atividades artístico-pedagógicas e promove relações com a produção em dança estadual, nacional, e internacional. O objetivo é valorizar os profissionais, promover a produção e o desenvolvimento da arte da dança, tornando-se um espaço de referência para a área na cidade de Porto Alegre.

4 de setembro de 2020

Indicações Açorianos 2019

Hoje vamos publicar as indicações ao Prêmio Açorianos de Dança 2019 de 4 espetáculos diferentes: O espetáculo METADES teve indicação de Melhor Trilha Sonora, já DO LUGAR ONDE HABITO teve indicação para Louise Lucena de Melhor Bailarina, enquanto PÉTALAS AO VENTO teve seu bailarino Leonardo Maia indicado e UNÍFICO, por fim, foi indicado a Melhor Produção. 

Saiba um pouco mais sobre cada espetáculo e suas indicações:



METADES

METADES é um espetáculo de música ao vivo, teatro e várias formas de dança, baseado na poesia Metade de Oswaldo Montenegro e que buscou expressar de diferentes formas os versos do poema, trazendo à tona os sentimentos da realidade diária, com seus conflitos e alegrias. “METADES fala das ambiguidades, das diferenças, dos altos e baixos, das metamorfoses, das lutas, do ser criança, ser adulto. METADES fala da vida... através da arte.”

foto Zé Luís Dias

Robson Serafini - indicado a Melhor Trilha Sonora


Robson Serafini, diretor musical de Metades, é um músico multi-instrumentista (violão, guitarra e piano), compositor e instrutor de música, graduado em violão pela UFRGS. Participa do cenário musical porto alegrense tocando em bandas, acompanhando cantores e compositores, e como compositor, no álbum 3x4, do grupo Outros Nós, disponível nas redes. Produziu, entre outras, as trilhas de: O Santo Remédio – Grupo Pirirí Pororó, teatro de bonecos infantil (1995); Projeto Consumidor Legal, Cia Teatral Ensinando Em Cena ( PETROBRÁS – SESI) (2002); A Ciumenta Velha – Grupo “ A Que Vem Este Aranzel”, Maturidade Ativa, (SESC) (2005); Espetáculo Poético Musical “Desassossego” com o intérprete Fernando Buerguel (2010); Espetáculo Poético Musical “O Tempo” com a intérprete Priscila Meira (2013).



foto Lorena Sánchez

DO LUGAR ONDE HABITO

O trabalho aborda a investigação do movimento, o mapeamento dos afetos e experiências das intérpretes - a memória, os sentidos e registros corporais pessoais - como inspiração para a composição coreográfica, gerando assim o contato com a dança, o tambor, as sonoridades e plasticidades da cultura negra. Tomando como eixo motriz a narrativa da formação dos humanos na cosmovisão da religiosidades afro-brasileiras a partir da matéria terra-água e do barro primordial, "Do lugar onde habito" traz as corporalidades negras, a lama e o chão da beleza de Nanâ Buruquê como dispositivos poéticos para abordar assuntos como o corpo, a memória e as identidades.

foto Lorena Sánchez

Louise Lucena - indicada a Melhor Bailarina


Louise Lucena é aluna especial do Programa de Pós graduação da Faculdade de Educação da UFRGS, possui curso internacional em Pensamiento e luchas situadas - para una cartografía Del Sul, oferecido pelo Conselho Latino-americano de Ciências Sociais - CLACSO (2017). É formada em Educação Física pela Universidade de Brasília - FEF/UnB (2006) e Licencianda em Dança pelo Instituto Federal de Brasília - IFB/Campus Brasília (2013). Realizou pesquisa de iniciação científica em ciências humanas - sociologia da educação (2016/2017). É pesquisadora do grupo registrado no CNPQ: CEDA-SI e Interculturalidades Afroameríndias, além do coletivo (in) versões dirigido pela professora Dra. Suselaine Martinelli. Profissionalmente, atua com performances em companhias de dança, shows e espetáculos tanto da dança quanto de música. Também é arte-educadora com ampla experiência em projetos sociais e escolas do ensino fundamental e médio, além de personal training. Atua em dança contemporânea, urbanas e matrizes negras como intérprete-criadora, performer, arte-educação e preparação corporal. Em 2019 performou junto ao grupo Sankofa Drums, Ngoma e Ominira em Porto Alegre, sendo indicada ao prêmio Açorianos de bailarina destaque pelo espetáculo Do lugar Onde Habito do grupo Ominira. Atualmente, em 2020 produziu a live Performance #1Traço. 


PÉTALAS AO VENTO

"Pétalas ao Vento" é o espetáculo de estreia da Cia Jovem Ângela Ferreira. Concebido e dirigido pelo coreógrafo Mariano Neto, baseado na linguagem de Dança Contemporânea e Jazz Contemporâneo, o espetáculo é inspirado na poesia de Cecília Meireles "Recordação" e traz à cena, lembranças, cheiros, tons de amores e desamores, de encontros e desencontros... efêmeros como pétalas ao vento.


Leonardo Maia - indicado a Melhor Bailarino


Leonardo Maia nasceu em 1999 (Porto Alegre/RS) e iniciou seus estudos de ballet clássico em 2011 na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Loureiro da Silva (Projeto Dança Criança) com a professora Ângela Ferreira. Integra o Estúdio de Dança Ângela Ferreira desde 2011, onde fez sua formação em Ballet Clássico. Realizou exames da Escuela Nacional de Ballet de Cuba, com a presença das maestras Niurka Naranjo de Saá e Ramona de Saá. Faz aulas regulares de Jazz Dance desde 2012 e Dança Contemporânea a partir do ano de 2015. Participou do "XXII Encuentro Internacional de Academias para la Enseñanza del Ballet" que ocorre em Havana, Cuba em março de 2016, tendo dançado no Teatro Nacional de Havana. Fez aulas de Jazz Contemporâneo, Ballet Clássico e Broadway Jazz no Broadway Dance Center na Cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos em fevereiro de 2017. 

Foi o 1º lugar gênero Ballet Clássico de Repertório, categoria Infanto-Juvenil no evento Sul em Dança 2017. Em 2018 integrou a Cia. Municipal de Dança de Porto Alegre e foi premiado no FidPoA com 3o lugar em solo masculino. Foi indicado a bailarino destaque no evento Sul em Dança 2019.



UNÍFICO

"Unífico", espetáculo da Dullius Dance, trouxe a temática do despertar da humanidade em um ano pré pandemia, para refletir sobre nossas responsabilidades, sobre sermos unidade. Traz a ideia de que a mudança que queremos no mundo já está dentro de nós, basta nos unirmos, porque somos todos um só: “Há tempos transformamos o círculo da vida de acordo com nossas conveniências, compomos uma sociedade de hábitos, padrões e julgamentos que ofuscaram nossa essência e nos desconectaram do todo. Mas é hora de despertar, precisamos sair do papel de filhos e cuidar no nosso amado planeta, faz parte do ciclo da vida, somos cuidados para cuidarmos depois. Somos a mudança, unidade, e é da unidade que surgem todas as coisas, entender isso é compreender que você é o próprio universo.”

foto Daniel Martins

Dullius Dance - Indicada a Melhor Produção


A Dullius Dance, com mais de 50 anos de atuação no mercado das escolas de dança de Porto Alegre, começou a trabalhar há dois anos com elencos jovens para produções de espetáculos de dança. Dirigidos e coreografados por Juliana Tomasi e Thiago Fernandes, o grupo desenvolveu uma linguagem muito particular com influências em jazz, contemporâneo e danças urbanas.

O grupo busca expressar em seus trabalhos uma sensibilidade musical mais refinada trazendo leituras corporais com diferentes texturas, dinâmicas e intenções, fazendo com que a dança seja um fio condutor para expressar algo que vem de dentro para fora. Juliana Tomasi começou sua formação com o ballet clássico no Ballet Vera Bublitz, ampliando mais tarde seus estudos através do Jazz, Danças de Salão e Dança Contemporânea. Atualmente, faz parte do elenco do Grupo de dança Carol Dalmolin e Le Cousa Contemporânea de Eduardo Menezes. Thiago Fernandes começou sua formação em 2000, desenvolvendo uma linguagem dentro das Danças Urbanas baseada em influências no Sapateado, Dança Contemporânea e Jazz. Como bailarino e coreógrafo foi premiado em importantes festivais do país. Há 4 anos é coreógrafo da peça “Adolescer” e atualmente também integra o elenco do “Le cousa Contemporânea”, de Eduardo Menezes.

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